5 lições que podemos aprender com as empresas de tecnologias disruptivas

Vivemos em uma era de intensa transformação digital. Nesse contexto, as tecnologias disruptivas não só ditam o ritmo do mercado como criam novas formas de pensá-lo e remodelá-lo. Qualquer empresa que deseje conquistar seu espaço deve tratar a inovação como um valor essencial. Para isso, no entanto, é preciso entender exatamente do que estamos falando.

O conceito de disrupção se refere ao processo de quebra de um processo estabelecido. No mercado como um todo, isso significa mudanças profundas. As tecnologias disruptivas, por sua vez, são aquelas cuja ascensão causa esse impacto transformador, levando a novos modelos de negócio. Um bom exemplo disso é o atual processo da digitalização de serviços — delivery, transporte individual etc.

O que podemos aprender com as organizações que são referência em tecnologias disruptivas? Listamos aqui 5 lições fundamentais para você e a sua empresa. Confira!

1. É fundamental se reinventar

Uma triste realidade que muitas empresas ainda se negam a enxergar é que o apego a um modelo de trabalho leva à obsolescência. A tecnologia avança a passos largos, deixando para trás métodos e estratégias já estabelecidos. Consequentemente, quem insiste no mesmo tende a perder espaço gradativamente no mercado.

O case da Kodak é um ótimo exemplo disso. Pioneira do setor de fotografia, a multinacional se negou a aderir aos novos modelos tecnológicos digitais e foi do topo do mercado à falência em pouco tempo. A lição aqui é clara: é preciso se reinventar.

Para começar, é preciso entender as novas demandas do mercado. O passo seguinte, da disrupção, acontece quando uma empresa cria um novo modelo de negócios. A Uber, por exemplo, causou uma transformação mundial ao integrar, na palma da mão do usuário, um sistema de transporte inteligente, rápido e barato.

2. A tecnologia é o coração das mudanças

Na era da transformação digital, a tecnologia se tornou um motor de inovação ainda mais potente. As novas possibilidades surgem todos os dias, levando modelos antigos à obsolescência e colocando no topo do mercado quem inova por meio das novas ferramentas e soluções.

Por meio das redes sociais, por exemplo, empresas de todos os tamanhos passaram a coletar dados de seu público-alvo em grandes volumes. O resultado é uma nova estratégia de marketing: em vez de uma abordagem única para todos, as empresas se relacionam individualmente com as pessoas, de forma mais humanizada.

Estabelecer uma estratégia de negócios que faz uma releitura da tecnologia para criar novas formas de trabalhar é algo que toda organização deve considerar.

3. A simplicidade é a chave

Por falar em relacionamento com o consumidor, a tecnologia passou por uma mudança conceitual significativa nas últimas duas décadas. Hoje, a simplicidade está entre as características mais valorizadas pelas pessoas no que diz respeito a produtos e serviços. Não basta oferecer algo de boa qualidade: é preciso ser acessível, intuitivo, fácil de comprar e de usar.

Equipamentos eletrônicos como smartphones e computadores se destacam pelo oferecimento de uma experiência completa, mas sem complicações. O usuário deve aprender a usar o produto rapidamente, sem a necessidade de ler extensos manuais, consultar vídeos ou pedir a ajuda a outras pessoas.

Isso não significa que tudo deve ser resumido a funções básicas. O fato é que o consumidor não acredita mais na necessidade de ter que se adaptar aos produtos e serviços que consomem — o processo deve ser o oposto. O mesmo se aplica ao atendimento ao cliente.

Ao entrar em contato ou promover uma campanha de marketing, é preciso entregar as informações sem muito rodeio. Quanto mais fácil for para o consumidor entender e acessar seus produtos, mais chances a sua empresa tem de conquistar uma parcela maior do mercado.

4. As oportunidades vão além da necessidade

Por muito tempo, empresas de sucesso investiram milhões em uma tarefa bastante simples: descobrir qual era a demanda do cliente em detalhes para entregar o melhor produto ou serviço. Hoje, o cenário é outro. As empresas disruptivas são aquelas que, com o auxílio da tecnologia e muita criatividade, criam algo totalmente novo, gerando a própria demanda no consumidor.

Nesse sentido, enxergar as oportunidades significa olhar além das necessidades dos seus clientes. Vamos a um exemplo prático: o serviço de entrega dos restaurantes. Por muito tempo, ligar para um estabelecimento, fazer um pedido e escolher a forma de pagamento parecia ser o ápice da comodidade para todos nós. Quem poderia imaginar uma evolução desse serviço? O que poderia mudar?

O que vemos hoje é a ascensão de um serviço de delivery disruptivo. Aplicativos como iFood, Uber Eats e Rappi são alguns dos principais exemplos disso no Brasil. A inovação disruptiva se deu com a integração de um grande volume de estabelecimentos em uma plataforma única.

O menu passou a ser o mais diverso possível. A necessidade de salvar diversos contatos de restaurantes, por sua vez, deixou de existir. Trata-se de uma ideia sendo colocada em prática com suporte tecnológico, de forma a revolucionar o mercado.

Tudo isso aconteceu sem que houvesse uma demanda explícita: as empresas de tecnologias disruptivas criaram a própria oportunidade, impulsionando uma revolução no mercado de entregas.

5. Inovação não significa necessariamente investir muito

As empresas de tecnologia disruptivas mais famosas trazem consigo a reputação de terem revolucionado o mercado. Isso leva muita gente a achar que é necessário investir rios de dinheiro para alcançar o patamar dessas organizações, gerando mudanças significativas no mundo ou mesmo em pequenas comunidades. No entanto, a realidade é outra.

A tecnologia vem evoluindo de forma tão acelerada que pequenas ideias podem se tornar grandes negócios, mesmo que isso parta de empreendedores individuais. A Netflix pode ser o maior exemplo disso. Originalmente uma simples locadora de DVDs e fitas cassete, a empresa revolucionou o mercado ao dar origem ao serviço de streaming de filmes.

Ok, mas para isso seria preciso um servidor gigantesco, mesmo para começar, certo? Errado. Com a evolução dos serviços de nuvem, por exemplo, é possível adquirir uma infraestrutura de TI completa na cloud, tudo sob demanda. Assim, uma ideia pequena pode tomar forma e inaugurar um mercado sem a criação de um complexo data center .

O mais interessante é que a nuvem provê escalabilidade. Em outras palavras, você pode começar pagando pouco por uma infraestrutura simples e, conforme a demanda e os lucros vão aumentando, o contrato é ajustado para acompanhar o crescimento da empresa.

Tenha em mente que a quebra de paradigmas vem se tornando cada vez mais comum. Atente-se às tendências de modelos de negócio e busque inovar nos seus produtos e serviços. Assim, sua organização pode se reinventar e crescer no mercado, a exemplo dessas grandes empresas de tecnologias disruptivas.

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